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Review | Dark, mistério e suspense capaz de tirar o fôlego


Tensa, adulta e misteriosa, a primeira produção original alemã do catálogo da Netflix se resume perfeitamente a esses adjetivos. Lançada em dezembro de 2017, prende o telespectador do início ao fim.

Antes de seu lançamento, foi comparada a Stranger Things, mas não se engane, as duas são bem distintas uma da outra. Logo na primeira cena vemos a diferença de tom que a série carrega, onde um homem está deixando uma carta com instruções específicas de hora e data para ser lida, logo em seguida ele se enforca. Essa é a premissa da série. Impactante!


Como se não bastasse, a pequena cidade de Winden, onde se passa a trama, vive momentos tensos com o desaparecimento de um garoto, a história fica mais interessante quando outra criança desaparece, a cidade vai mostrando que está carregada de segredos. Mesmo com o ritmo mais lento do que estamos acostumados não perde fôlego e prende o telespectador do inicio ao fim, mas só mostra seu real objetivo no terceiro episódio.


Como toda cidade pequena, as relações entre os moradores são mais próximas, e nesse ponto as coisas ficam confusas, com tantos núcleos sendo apresentados de uma vez, o artificio que a série utiliza para solucionar o problema é eficiente. E é nessas relações que os mistérios de Widen vão sendo desdobrados, e nos faz roer as unhas a medida que somos enredados nas teias da trama, tudo fica mais sombrio e intrigante a cada episódio.

Dark é mais um acerto da Netflix, com um enredo diferente de tudo que o streaming nos proporcionou até agora, que só peca em alguns desfechos dedutíveis, mas que no final nos presenteia com o potencial de ser uma das mais intrigantes séries já vistas.

Nota:



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